Uma Questão de Escolha

Publicado por: Pe. Fábio de Melo, em 28 jun 2016

O coração anda no compasso que pode.

Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples.

O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono.

A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem.

Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos.

O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.

Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples… Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim.

Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.

Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz.

A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que escolhemos dizer. É simples…